A Eutanásia - ideia
Tinha ideia de que, essa coisa da morte
assistida não iria ser aprovada pelo parlamento! E foi, e foi de tal forma
expressiva, que no dia 20 de fevereiro de 2020 votaram 127 deputados a favor e
86 contra. E, este mesmo projecto, sobre a eutanásia, havia sido chumbado pelos
deputados no dia 29 maio de 2018, com 107 votos a favor e 116 contra. Ora,
constatamos que houve deputados que tomaram consciencialização em facilitar a
morte daqueles que querem ver a sua vida reduzida devido ao sofrimento
irreversível (dizem eles). Digo eu, que ninguém no seu estado normal, e
perfeitamente consciente, quer por termo a sua vida. Esses que o querem,
provavelmente estão a passar por uma fase depressiva, e encontram no suicídio a
única solução para os seus problemas e sofrimento.
Uns querem a toda a força que a eutanásia seja legalizada, outros não, e até
querem que se faça um referendo. Mas isto não é referendável. Tão pouco eu
legitimei o parlamento, com o meu voto, para que possa decidir sobre a vida ou
sobre a morte. Não quero sequer acreditar, que esta lei surge de forma a
minimizar os custos com os cuidados paliativos. Não creio que seja essa a
razão. Contudo, eu acho que seria mais lógico dotar a classe médica com mais
meios para promover a vida, e não a morte. Na prática, dirá um paciente que
quer ver a sua morte abreviada:
- Quero suicidar-me e não consigo,
seja você a fazê-lo! - Fundamentalmente,
a eutanásia a ser aplicada de forma legal, será naquela pessoa, que, no seu
estado perfeitamente consciente, pede que lhe seja aliviado o sofrimento
através da morte medicamente assistida. Dizem que é uma morte suave e
tranquila!... Eu não sei se é tanto assim, porque, até hoje ninguém cá voltou
para confirmar!
Reitero, pois, o meu total desacordo e indignação
com a prática da eutanásia. Não acho que seja, como alguns dizem, um acto
honroso e de enorme dignidade e compaixão para com aqueles que sofrem e pedem
para morrer. A morte só pode acontecer uma vez, a decisão de desejar e anunciar
a nossa morte, como tal, é um acto único, e nunca o deveríamos delegar em
terceiros. Devemos delegar, sim, é a possibilidade, de prolongar a vida e
manter a nossa existência.
Esta lei, vai ser agora, discutida e votada na especialidade. Não sei o que vai
acontecer, mas acredito nas novas gerações, novas mentalidades, novas ideias!...
A minha é esta!
A Lei da Eutanásia (Lei n.º
22/2023) foi publicada no Diário da República em 25 de maio de 2023. No entanto, a entrada em vigor da lei depende da sua
regulamentação pelo Governo, que deveria ter ocorrido no prazo de 90 dias após
a publicação, o que até agora não aconteceu.
21/11/2025.
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