De passagem pela vida!
Minha vida é um segredo.
É um mar que transborda
e não entorna!
É uma fonte que secou
as gotas amargas da água triste!
É uma luz que se afundou
no abismo do passado
e cintila no escuro da vida fútil!
É um rio que corre no espaço,
vagueando em florestas de abraços
de encontro à nascente do nada ser!
É uma chama acesa de verdura
que consome avidamente
o pólen da semente
que tarda em ser madura!
É um sol que brilha desordenadamente
sobre a linha infinita do horizonte
e penetra sofregamente
nos encantos do sossego da noite escura!
É um vendaval de fúria reprimida
que rasga a madrugada ao encontro
da imagem lenitiva
que resta da tua despedida!
É relembrar a lembrança
de um sonho de criança
perdido no tempo perdido!
É um pálido sorriso de olhos mórbidos
da miragem abismal
do futuro sepulcral!
Álvaro Sena - julho 1988
sexta-feira, 23 de março de 2018
quarta-feira, 21 de março de 2018
Poemas de dois em dois - 12
Foram tantos
os anos que se passaram,
que minha mente
já não os consegue ver...
Imagina,
como estão os meus olhos!
os anos que se passaram,
que minha mente
já não os consegue ver...
Imagina,
como estão os meus olhos!
terça-feira, 20 de março de 2018
Poesia do adverso - 1
PAUSA NO SOSSEGO
Criaste a contemplação perene
De um corpo que jaz na ansiedade
Pelo sabor do teu gosto,
Que um dia eu espero ver chegar
Abrindo uma fenda no ar
És dor fácil de sentir!
És presença em mim
Que me confunde!
És distância que trás
Em agonia o que de mim resta.
Que força!
que ímpeto!
Que vontade indómita
De rasgar o véu de azul que nos separa
E ver-te... sentir-te...
Estreitar-te nos meus braços
E render-me ao calor do teu corpo
Palpitante de sedução,
Às palavras saídas da tua boca
Exprimindo momentos de paixão.
Quiseste e fizeste-me assim
Num sopro que rasga o silêncio
No ímpeto de um fôlego sem fim
Das palavras caídas no abandono.
Pedro Serpa - junho 1988
Criaste a contemplação perene
De um corpo que jaz na ansiedade
Pelo sabor do teu gosto,
Que um dia eu espero ver chegar
Abrindo uma fenda no ar
És dor fácil de sentir!
És presença em mim
Que me confunde!
És distância que trás
Em agonia o que de mim resta.
Que força!
que ímpeto!
Que vontade indómita
De rasgar o véu de azul que nos separa
E ver-te... sentir-te...
Estreitar-te nos meus braços
E render-me ao calor do teu corpo
Palpitante de sedução,
Às palavras saídas da tua boca
Exprimindo momentos de paixão.
Quiseste e fizeste-me assim
Num sopro que rasga o silêncio
No ímpeto de um fôlego sem fim
Das palavras caídas no abandono.
Pedro Serpa - junho 1988
segunda-feira, 12 de março de 2018
sexta-feira, 9 de março de 2018
quinta-feira, 8 de março de 2018
terça-feira, 6 de março de 2018
sábado, 3 de março de 2018
Poemas de dois em dois - 8
"DESOFENDIDO"!
Ofende-me!
Ofende-me de tal forma,
mesmo sabendo que não tens consciência disso!
Ofende-me!
Ofende-me de tal forma,
que se calhar eu prefiro que tenhas consciência disso!
Caramba!...
Ofende-me!
Ofende-me de tal forma,
mesmo sabendo que não tens consciência disso!
Ofende-me!
Ofende-me de tal forma,
que se calhar eu prefiro que tenhas consciência disso!
Caramba!...
quinta-feira, 1 de março de 2018
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