Ás vezes rio como se de humor se tratasse!...
Ás vezes choro, como que, se tristeza houvesse!
segunda-feira, 29 de setembro de 2025
domingo, 28 de setembro de 2025
Poemas de dois em dois - 29
quinta-feira, 11 de setembro de 2025
Histórias daquele tempo com piada - 9
MALAS À PORTA – serenidade e conclusão!…
Já muitas
vezes, qualquer um de nós (homens) foi confrontado com aquela vulgar ameaça da
mulher: - “Qualquer dia chegas a casa e tens as malas à porta”, ou então, pelo
conselho de um amigo: - “Não te ponhas fino não, um dia destes a tua mulher
põe-te as malas à porta”. Com Arnaldo, e naquele dia fatídico, nem aconteceu
ameaça nem conselho, foi literalmente malas à porta, e de um tal aparato, que
até parecia uma banca de roupa na feira do bairro do Cerco!
Arnaldo, há já algum tempo que
vinha dando sinais de desinteresse conjugal. Tinha conhecido Madalena numa das
suas saídas noturnas, e deste então, a coisa vinha-se desenrolando de fininho
sem que ninguém desse por nada, principalmente Dolores, que sempre empenhada
nas suas lides domésticas, nem lhe passou pela cabeça tal coisa, muito embora,
já andasse um pouco desconfiada das atitudes do Arnaldo. E o mal foi esse! Foi
Arnaldo abusar da sorte e naquele dia quis ir ao café da praça exibir a sua
conquista. Azar, depressa a notícia chegou aos ouvidos da Dolores que a espumar
de raiva e ódio, se pôs a caminho para por as coisas a limpo, decidida a
apanhar o Arnaldo em flagrante. Se Arnaldo tinha amigos, ficou provado naquele
momento: - “Ó Arnaldo, olha que eu vi a tua mulher e a irmã, ali na praça e
andam à tua procura”! Arnaldo bem que se esgueirou, mas não foi o suficiente
para evitar que Dolores não se apercebesse do que ele lhe andava a fazer: - “Ah
Arnaldo, nem sabes o que te espera, deixa-te chegar a casa que já vais ver!...”
Dolores, mulher de “tomates”, de pulso, de atitude, de caráter!… Se bem pensou
melhor o fez!
Malas, sacos, trouxas e a
granel!… Era assim que todos os seus haveres estavam depositados à entrada da
sua casa! Espetáculo deplorável, e como se não bastasse lá estavam os mirones
dos vizinhos a registar a ocorrência!… No dia seguinte Arnaldo apareceu tranquilamente
no café da praça: - “Ó Arnaldo, então o que aconteceu, entre ti e a
Dolores?” Arnaldo respirou fundo e disse
muito seguro: - “VOCÊS NEM SABEM A ROUPA QUE UM HOMEM TEM?!… E SAPATOS?!!!"
Nota: - Conto adaptada de um caso real, todos os personagens e
locais são fictícios. Os meus agradecimentos ao Sr. Sampaio da marina da
Afurada. - Recriado do original de 2017