terça-feira, 30 de dezembro de 2025

Histórias daquele tempo com piada - 11

 O roubo dos dióspiros… e afinal foram limões!

     Meados da década de oitenta, quase sempre, senão sempre, as coisas aconteciam desta forma: A malta acabava de jantar, uns mais cedo outros mais tarde, e o ponto de encontro era sempre o mesmo, tomávamos café na sede da associação, que funcionava na garagem da casa da paróquia, e depois ficávamos ali no largo da igreja, defronte da mercearia do Mota e da Milita, em amena cavaqueira, onde se discutia de tudo ou quase tudo. Muito honestamente, também não havia muito mais que fazer senão jogar à sueca, fumar uns cigarros e conversar, conversar sobre tudo, coisas com jeito e coisas sem jeito, e às vezes lá surgia uma ideia estapafúrdia. O que a malta queria era acção e aventura. Topávamos a tudo, desde que desse para a borga, e para a gente se distrair um bocado.
     - E se fossemos roubar dióspiros à Fernandinha do Morais? -  Alguém disse - Não sei quem foi, mas isso agora também não interessa. O que interessa, foi que a malta toda concordou com a ideia e lá fomos, avenida abaixo em direção à quinta da Fernandinha do Morais. Vejam bem, roubar dióspiros!... Como se aquilo fosse uma fruta fácil de manusear, Nem sacas levávamos, era comer o que pudéssemos e mais nada!  Ora bem, quando digo roubar, é preciso que se note: quando o produto do roubo não é armazenado para posterior lucro do mesmo, temos de considerar que é uma necessidade de consumo imediato, uma coisa circunstancial, ao que se chama roubar para comer, e sem provocar estragos, como tal não é pecado!... Mas querem saber a melhor?... Não havia dióspiros!... Eh pá, ficamos com uma cabeça do caraças, isto para não dizer uma asneira: - E agora?..  E agora, olha, quem pagou foi o limoeiro. Roubamos limões!! -  E o que vamos fazer com os limões?... Pois bem, assim como assim, decidimos dar alguma utilidade aos limões e lá fomos nós ter a casa do João, que morava ao lado da escola, pouco mais velho que nós, e também levado da breca para a borga. O tempo estava quente, a ideia, talvez, seria fazer uns refrescos para a malta, mas o que o João fez foi diferente, em vez do refresco, espetou na nossa frente uma garrafa de rum. Vejam bem, rum!... Oh pá, a malta em vez de refrescar, aqueceu, e de que maneira!… Pois bem, escusado será dizer como tudo terminou! Estão mesmo a imaginar?!... Eish, aquilo foi de escacha pessegueiro! Houve mesmo quem defecasse da janela para a rua e limpasse a extremidade do intestino grosso à camisola! Vejam bem o estado em que a malta ficou!… e os limões?... Os limões, lá ficaram em casa do João!... 

NOTA: - Eu também tive a minha dose, e não evitei ter de chamar o “gregório”, antes de adormecer!... São coisas! E não me lembro de mais nada!


20 out 2024


          

domingo, 7 de dezembro de 2025

Poemas de dois em dois - 35

Metade de mim!...

Metade de mim partiu.
Metade de mim ficou.
Metade de mim sorriu.
Metade de mim chorou.

Mesmo perto do fim
tu sorriste para mim!



terça-feira, 2 de dezembro de 2025

Um dia de cada vez!...

Recorde...

Hoje bati o meu recorde de dias de vida: 23039 dias.
Ontem só tinha conseguido 23038 dias...! 
Espero amanhã voltar a bater o recorde!...