SER
Eu queria ser poeta.
Fazer versos a preceito.
E diria, pela certa
tudo o que trago no peito.
Ah!. Se eu fosse pintor
pintava a tua janela
e no centro uma flora
a tinta de aguarela.
Antes eu fosse escultor.
Talhava na rocha dura
com ardor e com fervor
toda a tua formosura.
Mas se eu fosse um actor
ou até mesmo cantor.
Cantava e representava.
cânticos e dramas de amor.
Mas eu quero é ser sincero
justo, leal, honesto.
Se nada disso eu espero.
Que me digam que não presto.
Nóbrega e Silva - Setembro 1988
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