Criaste a contemplação perene
De um corpo que jaz na ansiedade
Pelo sabor do teu gosto,
Que um dia eu espero ver chegar
Abrindo uma fenda no ar
És dor fácil de sentir!
És presença em mim
Que me confunde!
És distância que trás
Em agonia o que de mim resta.
Que força!
que ímpeto!
Que vontade indómita
De rasgar o véu de azul que nos separa
E ver-te... sentir-te...
Estreitar-te nos meus braços
E render-me ao calor do teu corpo
Palpitante de sedução,
Às palavras saídas da tua boca
Exprimindo momentos de paixão.
Quiseste e fizeste-me assim
Num sopro que rasga o silêncio
No ímpeto de um fôlego sem fim
Das palavras caídas no abandono.
Pedro Serpa - junho 1988
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